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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Livros e coisa e tal

Hoje em dia temos um monte de livros espalhados por várias bibliotecas do mundo inteiro ou à venda em livrarias.
Estava eu em uma livraria no shopping perto de casa. Comecei a procurar algum livro que me agradasse e que fosse acessível ao meu bolso. Demorei mais de duas horas procurando incansavelmente, acabei perdendo até a sessão de um filme no cinema.
Durante toda essa procura, encontrei livros que já li (como o famosíssimo “Crepúsculo”) e livros que não dou à mínima (como “O Código da Vinci”, porque, convenhamos, aquele livro não é de tanta importância para sua vidinha, muito menos o “Crepúsculo”, vai lá saber né?) e percebi que não iria achar nunca.
Pelo menos na livraria que eu entrei, só tinha livros sobre histórias fictícias, quer dizer, bem fictícias mesmo. Já leu “Garota Infernal”? “Marcada”? “Crepúsculo”? Todos os livros de adolescentes contando histórias sobre seres fantásticos.
Esse tipo de literatura deveria ser de crianças, não acha? Vampiros, demônios, lobisomens, anjos, unicórnios, ursos falantes e fofos. Está bem, esses últimos não estão nesses tipos de livros.
Onde está Paulo Coelho, Cecília Meirelles, Anne Rice (essa fala de vampiros, mas de uma forma que Stephenie Meyer nunca iria chegar aos pés), Machado de Assis...? Onde estão os verdadeiros escritores que são capazes de inventar histórias mais humanizadas?
Talvez na sessão de livros não tão comprados.
Eu fiquei pensando nisso, fui para essa sessão e os encontrei. Levei “Entrevista com o Vampiro” de Anne Rice.
Nada contra aos livros de adolescentes que estão saindo por aí, são muito bons, mas porque acho que os “teens” devem ler literatura consagrada com mais vontade, é a mesma coisa que uma pessoa que escuta “Cine” e escutar também “Sonic Youth” e depois comparar os dois e ver qual tem mais conteúdo.

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