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domingo, 18 de abril de 2010


Hoje (terça feira dia 13) foi um dia arrepiante.
Não no sentido de falar que apareceu uma bruxa ou um fantasma na minha frente, mas que apareceu uma criatura que me fez pensar em outra coisa que deveria prestar a atenção: a falta de interesse dos alunos da escola pública. Vou tentar levar meu raciocínio com um pouco de clareza.

Qual é o maior sonho de uma moça de 15 (ou 14) anos que estuda em colégio público?
a. Ser alguém na vida e ter uma carreira estável;
b. Rodar bolsinha na esquina;
c. Casar com aquele cantor de sertanejo, tipo Eduardo Costa ou Luan Santana;
d. Casar com o namorado e ter muitos filhinhos junto com ele;
e. Se jogar da ponte invés de ter que escolher alguma das opções acima.

Eu escolheria a última, prefiro me matar. Mas a maioria está escolhendo a opção b, sem gozação ou falta do que fazer é o que estou vendo e ouvindo. Estou dizendo isso porque vivo no mesmo habitat que essas criaturas, eu vejo a troca do livro pela revista teen, o uso do espelho ao invés da caneta, a historinha do encontro de ontem pela matéria passada pelo professor e a exclusão dos que não fazem parte da panelinha.
Os garotos estão no mesmo nível: todos (não digo todos, mas a maioria) querendo ser bandidos. Para falar a verdade, até para ser um ladrão com sucesso precisa de uma inteligência mínima, mas nem isso meus amigos estão tendo.
Não gosto disso. Mas o que posso fazer? Sou apenas a garota estranha que fica sentada na hora do recreio olhando para o nada! (frase dita para mim por uma dessas garotas)
Sabe o que vou fazer? Ficarei sentada apenas olhando onde esses troços vão parar se vai ser no fundo do poço, ou em algum lugar melhorzinho.
Ninguém quer saber de estudar, querem apenas brincar. Os que querem namorar não têm nem a mínima ideia do que isso significa. Os poucos que querem estudar são excluídos do grupinho, pois são os “burros”, os “estraga-prazeres” e os “chatos”.

Quero deixar bem claro que ninguém é melhor do que ninguém. Não estou dizendo que sou a melhor ou a pior, mas estou tentando passar que há certas pessoas que fazem escolhas ruins e vão se esborrachar no final.
O depois depende do agora.

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